domingo, 16 de novembro de 2014

ATIVIDADES ARTÍSTICAS DESENVOLVIDAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

A revista PÁTIO (Educação Infantil) de número 37 de Outubro/ dezembro de 2013 trouxe vários artigos com o tema A relação das Crianças com a Arte.
Os artigos convidam para um diálogo entre a Arte e a Educação Infantil.
A partir dessas leituras é possível inferir a relevância que a ARTE tem na vida das crianças. A arte estimula a criatividade, autonomia e liberdade.
Essas imagens são de alguns momentos  artísticos que vivenciei com uma turma da Educação Infantil na Escola Municipal Mauro Almeida, situada em Nova Esperança distrito de Jequié-BA.



  






MOMENTOS DE MÍMICA com o PALHAÇO ZOADA 
NAS SÉRIES INICIAIS na Escola Mauro Almeida.




sábado, 15 de novembro de 2014

EXPERIÊNCIA FANTÁSTICA NA ERTE

A professora da disciplina Linguística Aplicada à Alfabetização, Sonilda Sampaio Santos Pereira,  Proporcionou à turma do III semestre de Pedagogia da UESB a maravilhosa oportunidade de participar do projeto UESB VAI Á ESCOLA COM APORTES LINGUÍSTICOS PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA, realizado em Jaguaquara-Bahia, através da parceria Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Plano Nacional de Formação de Professores (PARFOR), Escola Estadual Rural Teylor-Egídio (ERTE) e Colégio Batista Teilor-Egídio (CBTE) NO DIA 25 de outubro de 2014, sob sua coordenação.


Meu grupo teve a honra de ministrar as propostas que o escritor Artur Gomes de Morais apresenta em sue livro SISTEMA DE ESCRITA ALFABÉTICA ( COMO EU ENSINO?)
Artur Gomes de Morais revela como é importante e muito divertido alfabetizar e ser alfabetizado utilizando jogos.
 





                                            


                                                                                                        
NOS SENTIMOS PRESENTEADAS COM ESSA RIQUÍSSIMA OPORTUNIDADE! 
Passamos a tarde com os professores da ERTE, PARFOR e CBTE.


       

        APRENDER BRINCANDO                                                                                                            
 PROPOSTA DE ARTUR GOMES DE MORAIS 
                                                              MOMENTO DELEITE
                                                       LEITURA DE UMA HISTÓRIA
  
                                                      MOMENTO DE APRENDER JOGANDO    
Bingo das Rimas










sábado, 1 de novembro de 2014

Proposta Tecnologias na Educação Infantil

Minha proposta para utilização da tecnologia na Educação Infantil é a seguinte:
Que os alunos da Educação Infantil na zona rural tenham acesso a esse recurso tecnológico não por obrigação, mas por prazer e que o computador faça parte de seu cotidiano escolar. Que nas salas da educação infantil na zona rural tenha computador e não somente em um laboratório. Que as crianças possam manusear o computador a hora que sentirem vontade, pois este estará sempre ao seu alcance. Que o professor da Educação Infantil na zona rural possa utilizar o computador para estimular a coordenação motora, a percepção e a interação. Estou realizando essa experiência na Escola Mauro Almeida, na zona rural de Jequié-BA, numa sala de Educação Infantil.
Embora não tenha internet, os educandos estão demonstrando interesse em digitar seus nomes e outras digitações espontâneas, desenhar, ver fotos e assistir vídeos deles próprios. Estou arquivando suas atividades em pastas individuais.
É sabido que existem salas de educação Infantil com computadores, mas na zona rural de Nova Esperança é uma novidade, por isso estou muito feliz com essa nova experiência que estamos vivenciando.


Esses vídeos mostram a importância das TICS
na Educação Infantil
http://www.youtube.com/watch?v=M7S7EknCeMg

http://www.youtube.com/watch?v=xgLYRP9youchttps:





sexta-feira, 31 de outubro de 2014

PORQUE ESCOLHI SER PROFESSOR


A escolha pela missão de ser professora se deu pelo crescente desejo que havia em mim, desde a infância, de me tornar pró. Nasci numa família grande, de cinco filhos. Família simples e de poucos recursos financeiros. Assim, não tínhamos muitos brinquedos e nossas brincadeiras sempre foram no quintal de nossa casa. 
As lembranças são fortes em minha mente. Lembro que tinham muitas árvores frutíferas: seriguela, goiaba, manga, coco, pinha e mais algumas. Era muito divertido, mas minha brincadeira favorita era brincar de escolinha e eu era a pró.
Lembro que eu pegava uma tábua, pedaços de carvão, um pedaço de pano velho, que seria o apagador e um livro. Daí eu ia copiando tudo que estava no livro em meu “quadro negro”.  
  Sentia-me muito feliz quando fingia ser a professora. Era uma sensação bastante agradável. Ah! E os alunos eram imaginários .Mesmo assim, eu pedia que fizessem silêncio e prestassem atenção nas atividades. Certamente eu estava imitando alguma professora, mas não lembro quem eu imitava.
Dessa forma, continuei meus estudos com algumas dificuldades financeiras e na aprendizagem. Fui percebendo que escola é algo muitíssimo sério. Deve-se ter muita dedicação e persistência para continuar os estudos e poder desfrutar do prazer que a construção do conhecimento proporciona.
                                                           




Resumo de entrevista com Selma Garrido Pimenta

A análise crítica das contradições presentes na escola pode nos ajudar a transformá-la num espaço de formação ampliada.


Em entrevista publicada no livro A escola tem futuro? Da autora Marisa Vorraber Costa. A professora e diretora da Faculdade de Educação da USP; Selma Garrido Pimenta discorre sobre as contradições presentes na escola e perspectivas da escola.
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Partindo de suas pesquisas colaborativas a professora Pimenta afirma que a Universidade vê a escola de forma crítica. No entanto, precisamos como os professores, construir uma escola nova. Para tanto, devemos aprender com os professores, pois eles são capazes de ter uma posição crítica em relação ao seu trabalho e a nós, cabe o papel de colaboração.
Pimenta ressalta que desde o início de sua atuação como docente de graduação discutia e defendia a ideia de como fazer escola já na perspectiva de uma formação contínua dos professores na escola.
A professora Selma Garrido pensou estágio como um processo que prepara tanto quem está em formação quanto aqueles que atuam no conjunto da escola. Chegou à conclusão que o estágio só tem sentido se começar no início do curso de formação.
Selma Pimenta firmou que, embora a escola atual não esteja conseguindo educar, esta deve permanecer, pois é o único espaço organizado para possibilitar o desenvolvimento das camadas populares. E, propôs transformações na escola, e estas devem ocorrer na sua forma de gestão, de organizar o ensino e aprendizagem, no seu espaço e no seu tempo e nas relações com a comunidade.
A professora Selma finaliza a entrevista destacando a importância da escola historicamente e afirmando que temos que ser criativos,  plurais nas formas e nos conteúdos; ao mesmo tempo, temos que ser mais humildes para ver como inventamos o novo.
Aponta ainda, que a análise crítica das contradições presentes na escola tem que nos levar a uma superação disso, e não a uma volta para trás, como, às vezes, uma perspectiva pós-modernista nos levaria.

  

Memorial da Alfabetização

Minha História de Alfabetização

Ler e escrever possui significado relevante para mim, pois é através da leitura que o sujeito emancipa-se e muda a realidade a sua volta. E, a partir da escrita é possível registrar fatos históricos e se firmar, através do discurso, como sujeito pensante no mundo.
Minha primeira relação indireta com a leitura foi através de minha avó materna que eu sempre via e ouvia lendo a bíblia, mas não entendia nada.
Quando completei sete anos minha mãe me matriculou numa escola de alfabetização que nem tinha nome, onde as aulas aconteciam em uma sala do estádio de futebol.
A pessoa que lia as palavras da cartilha pra eu decorar era minha avó materna, me lembro que ela me dizia pra eu dormir com a cartilha em baixo do travesseiro que de manhã estaria tudo em minha mente.                               


 Lembro que eu chorava insistindo pra minha irmã ler uma historia pra eu poder decorar para no dia seguinte eu ler pra professora. A pró nunca falou se percebia que eu lia decorado.
Uma vez a pró levou uma atividade muito diferente das que ela já tinha feito: era umas figuras com um traço do lado pra ser colocada o nome correspondente com a figura: havia a imagem de uma panela com uma tampa diferente aí eu escrevi não sei de que jeito: PANELA DE PRESSÃO, e, a pró chamou outra pró e deram risadas e falaram _ Que legal! Ela teve esse pensamento e ainda escreveu. Referiram-se a mim, mas não me falaram nada diretamente. Mesmo assim, fiquei feliz e pensei que já estava sabendo escrever.
Durante meu processo de alfabetização nenhuma pró nunca leu histórias; mas queriam que os alunos lessem em suas mesas.
Só fui aprender ler mesmo na primeira série quando uma estagiária me deu de presente meu nome de gesso.
                                                   
Todos os dias eu ficava olhando aquelas letras brilhantes, cheias de gliter, e juntando e formando meu nome, até que comecei a olhar diferente para as palavras escritas nos livros.
Em fim comecei a ler juntando as silabas. Esses momentos foram mágicos em minha vida e daí em diante nasceu em mim o gosto pela leitura.



Memorial Educação Infantil

A EDUCAÇÃO NA MINHA INFÂNCIA

Quando fui à escola pela primeira vez eu já tinha sete anos, pois só tinha escola pública a partir da alfabetização, se os pais quisessem colocar seus filhos na escola da educação infantil tinha que ser particular, e meus pais não tinham recursos.
As aulas funcionavam em algumas salas improvisadas do estádio de futebol e não tinham nenhum atrativo. Não davam merenda, mesmo sendo pública, as carteiras eram bancos compridos, as salas nós alunos que varríamos, não me lembro de ter ido alguma vez ao banheiro da escola. Não tinha nem um cartaz sequer, mas felizmente a escola de alguma forma me fascinou, pois minha brincadeira favorita era brincar de escolinha e eu era a pró.
Quando fiz quinze anos de idade fui convidada para ser auxiliar de classe na escola de uma prima. Essa experiência foi muito significativa em minha vida, pois foi possível experimentar o cotidiano de uma sala de aula da educação infantil e meio que realizar meu sonho da infância, que era ser pró.
Nessa época eu não entendia a real importância que tem uma escola ou a educação na vida de uma pessoa. Eu simplesmente achava divertido e pensava que aquele trabalho que minha prima me propôs, era uma prolongação de minhas brincadeiras.