A
análise crítica das contradições presentes na escola pode nos ajudar a
transformá-la num espaço de formação ampliada.
Em
entrevista publicada no livro A escola tem futuro? Da autora Marisa Vorraber
Costa. A professora e diretora da Faculdade de Educação da USP; Selma Garrido
Pimenta discorre sobre as contradições presentes na escola e perspectivas da
escola.

Partindo de suas pesquisas colaborativas a professora Pimenta afirma que a Universidade vê a escola de forma crítica. No entanto, precisamos como os professores, construir uma escola nova. Para tanto, devemos aprender com os professores, pois eles são capazes de ter uma posição crítica em relação ao seu trabalho e a nós, cabe o papel de colaboração.
Pimenta
ressalta que desde o início de sua atuação como docente de graduação discutia e
defendia a ideia de como fazer escola já na perspectiva de uma formação
contínua dos professores na escola.
A
professora Selma Garrido pensou estágio como um processo que prepara tanto quem
está em formação quanto aqueles que atuam no conjunto da escola. Chegou à
conclusão que o estágio só tem sentido se começar no início do curso de
formação.
Selma
Pimenta firmou que, embora a escola atual não esteja conseguindo educar, esta
deve permanecer, pois é o único espaço organizado para possibilitar o
desenvolvimento das camadas populares. E, propôs transformações na escola, e
estas devem ocorrer na sua forma de gestão, de organizar o ensino e
aprendizagem, no seu espaço e no seu tempo e nas relações com a comunidade.
A
professora Selma finaliza a entrevista destacando a importância da escola
historicamente e afirmando que temos que ser criativos, plurais nas formas e nos conteúdos; ao mesmo
tempo, temos que ser mais humildes para ver como inventamos o novo.
Aponta
ainda, que a análise crítica das contradições presentes na escola tem que nos
levar a uma superação disso, e não a uma volta para trás, como, às vezes, uma
perspectiva pós-modernista nos levaria.

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